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15 de maio de 2011

Domingo é dia de Mitologia: Níobe

                                             




Na literatura e na arte, a figura de Níobe simboliza a mãe que, orgulhosa de seus muitos filhos, acaba por causar a morte destes e chora eternamente essa perda.

Na mitologia grega, Níobe era filha de Tântalo e irmã de Pélops. Casou-se com Anfião, rei de Tebas, e teve numerosos filhos. Segundo algumas versões, eram 14: sete homens e sete mulheres. Homero, que relata o mito na Ilíada, diz que eram 12; Hesíodo sustenta que eram vinte e outras fontes mencionam apenas cinco.
Orgulhosa de sua descendência, Níobe se dizia superior a Leto (Latona), que só tivera os gêmeos Apolo e Ártemis. Humilhada, Leto ordenou aos gêmeos que a vingassem. Apolo matou todos os filhos de Níobe, e sua irmã Ártemis, as filhas. Outras versões afirmam que alguns filhos sobreviveram.
Segundo a Ilíada, os corpos ficaram insepultos por dez dias, até que os próprios deuses os enterraram. Com a tragédia, Níobe tornou-se tão pálida que passou a ser chamada de Clóris a Verde. Desesperada, refugiou-se no reino de seu pai, no monte Sípilo (Yamanlar Dagi, nordeste de Esmirna, Turquia), onde os imortais transformaram-na num rochedo que levou seu nome e de onde seu pranto jorra, até hoje, sob a forma de fonte.

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